A verdade por trás de uma pessoa fria
Observar o que leva as pessoas a ser quem são é uma das coisas mais curiosas da vida, e eu sempre gostei de matar meu tempo com isso. Na maioria das vezes não encontro qualquer resposta: O chato é chato porque gosta de sê-lo e ponto final. Algumas coisas simplesmente são, e não se pode querer mudá-las ou mesmo compreendê-las.
Vez ou outra esse tipo de reflexão sem sentido me leva a algum lugar, como, por exemplo, enxergar a autodefesa por detrás da arrogância e a solidão por detrás da frieza. Eu não me canso de repetir: autossuficiência é afrodisíaca. Nós gostamos de estar perto de pessoas que se bastam. Agem como se não precisassem de nada nem ninguém, e isso é fascinante.
É preciso, entretanto, enxergar além: ninguém é tão autossuficiente a ponto de não precisar de amor. O amor não é dispensável nem pelo mais autêntico dos seres. Todos nós dependemos dele. Não importa se você não gosta de abraços ou declarações: Existem muitas formas de amor, inclusive as omissas, e você, decerto, precisa de alguma delas.
A verdade por detrás da frieza é uma necessidade descomunal de amor. Uma necessidade tão grande que não consegue se revelar – fica subentendida, por medo de represálias. Por medo de não saber como manifestar-se. Por medo, na verdade, de perder de uma vez só, perde-se aos pouquinhos. A frieza é a autodefesa da necessidade exagerada.
É difícil e até arriscado falar com tanto desprendimento dos sentimentos alheios – ou da falta deles. Mas é fácil reparar: Pessoas frias não sofrem da ausência de sentimentos. Elas apenas os suprimem, os guardam tão bem guardados que não conseguem compartilhá-los. E, em meio à falta de habilidade para sentir e amar, vem a solidão. Solidão que essas pessoas fazem questão de degustar – preferem o inferno da abstinência de amor, a terem que livrar-se de suas armaduras, de seus medos, de seus escudos, tamanha a dor que o desabrochar dos sentimentos lhes causa.
Frieza não é falta e nem ausência. É excesso: de amor e de intensidade. A frieza só espera um abraço espontâneo, um sentimento que transborde pelos olhos e não precise de palavras, para que possa permanecer ali – intacto – em uma redoma de monossílabos vestidos de medo, sem que se tenha que pagar o preço com a solidão dos que pensam que não sabem amar. Mas sabem. Acredite – Eles sabem.
140 caracteres
A mobilização política por meio da comunicação virtual está abalando as formas de poder constituído. A linguagem usada para a mobilização por meio das redes sociais também é nova: frases curtas, endereços de manifestação, temas agregadores muito sintéticos. As palavras de ordem adaptam-se ao formato das redes sociais, tirando proveito das plataformas de comunicação virtual existentes. A rede social mais sintética é o Twitter, que aceita no máximo 140 caracteres por mensagem. Assim, a escala da linguagem no Twitter torna-se o fio condutor desta exposição.
Foram selecionadas 140 obras da
coleção do MAM para tematizar a mobilização política. Na Grande Sala do museu,
as obras estão organizadas como numa paisagem urbana, indicando as
circunstâncias das manifestações e situando os recentes acontecimentos.
Por outro lado, na Sala Paulo Figueiredo, gera-se um contraste com as formas
anteriores de protesto político no Brasil, durante a Ditadura Militar, iniciada
com o Golpe de 64.
140 Caracteres é o resultado do
primeiro Laboratório de Curadoria realizado pelo setor Educativo do MAM. A
curadoria é compartilhada pelos vinte alunos do curso, que também dividiram a
autoria das legendas comentadas das 140 obras expostas. A mostra é o resultado
de um ano de debates entre pessoas de formações diferentes, que identificaram,
como interesse comum, as novas formas de ação política. Assim, a autoria da
exposição também se dilui num coletivo, assumindo a força da mobilização sem
líderes.
Shake de creatina com smoothie | #[15]
Pão de Lasanha | Low Carb | #[15]
Salmon Meal Duas maneiras com uma salada de cuscuz | #[15] #[51]
churrasco de frango Burgers Fit | #[15] #[51]
Eu não sinto saudades
Eu senti no passado depois daquelas tantas idas e vindas. A gente começa a lembrar das coisas boas, deixando para lá o que foi de errado.
Sempre admirei essa minha capacidade de recomeçar. Sempre gostei da pessoa que eu sou que é capaz de perdoar. Mas agora eu consigo separar o que é perdoar e o que é tirar da minha vida para não mais me machucar.
Eu não sinto saudades. Não há nada para saudar. Todas as suas palavras agora me soam verdadeiras mentiras. Eu lembro de quando eu estava feliz por conseguir te falar tudo o que tinha pra te falar. Mas quando eu lembro, logo penso que em alguns instantes você iria me apunhalar.
Eu virei espectadora do meu próprio filme. Eu vejo as cenas, eu tento me avisar, mas eu sei que botei emoção demais ali para conseguir me escutar.
A minha intuição gritava. Você não é nada daquilo que você falava.
Você gosta de enganar. Existe um certo domínio nisso pra você, uma maldade singela e pura que espera a próxima vítima para poder empurrar.
Se você gosta do sua ex, sugiro que você vá com “fé”. Há muito de igual nos dois. A gente não pode forçar alguém para gostar de volta. Só que… Eu não queria ter sido feita de idiota.
E você fez. Tenho certeza que se você pudesse, faria outra vez só pelo gosto de me fazer chorar, de me fazer sofrer.
Eu consegui amar você mesmo diante de todas as suas atrocidades, mas percebi que por você eu só fui usada como sua biblioteca literária.
Mesmo quando eu disse que eu te sentia amor, você foi capaz de tratar a minha decepção como palhaçada.
Para de se fazer de vítima, rapaz, porque de vítima você não tem nada.
Eu sou muita coisa, mas se tem uma coisa que não sou é falsa.
Mas você é sim um grande babaca.